domingo, 3 de dezembro de 2017

Matéria sobre o Projeto Desbravando as Américas na Revista Qual Viagem



TURISMÓLOGO DO RIO DE JANEIRO DÁ DICAS DE COMO REALIZAR VIAGENS ECONÔMICAS PELO CONTINENTE AMERICANO EM TEMPOS DE CRISE 

Mochileiro de coração e turismólogo por formação, o brasileiro Wallace Soares toca desde 2014 o "Projeto Desbravando as Américas" que tem por objetivo final, chegar de ônibus ao Alasca, pela costa do Oceano Pacífico, e retornar ao Rio de Janeiro, visitando as cidades do Oceano Atlântico. "A missão do projeto é essencialmente mostrar aos brasileiros que com o planejamento correto é possível realizar grandes viagens de forma econômica, conhecendo assim a rica diversidade cultural, gastronômica e natural presentes no Continente Americano" - disse Wallace.    


O Projeto Desbravando as Américas teve início em 2014. "A ideia surgiu em um momento difícil da minha vida, no qual eu estava desempregado, com dívidas e sofrendo devido a uma desilusão amorosa. Contudo uma ideia martelava fixamente em minha cabeça: EU PRECISO VIAJAR E CONHECER O MUNDO. Peguei o meu celular e através do aplicativo Google Maps, passei a definir um roteiro com as cidades que eu queria visitar no Continente Americano. No final de uma semana, eu havia concluído o roteiro seguindo os seguintes critérios: viajar sempre próximo ao mar e dando preferência ao transporte rodoviário. Esses foram os primeiros passos para o nascimento do projeto" - contou o aventureiro. 


Em pouco tempo o Wallace começou a trabalhar no Hotel Everest, o que tornou o seu sonho ainda mais possível. Durante um ano ele organizou as suas finanças, ganhou condicionamento físico graças a um treinamento personalizado da academia, economizou e planejou minuciosamente os detalhes do seu primeiro mochilão. "Decidi fazer a viagem de ônibus, pois economizaria muito utilizando este meio de transporte, criei um perfil no site de hospedagem compartilhada Couchsurfing, além de pesquisar por outros meios de hospedagens econômicas, como hostels, sempre priorizando pela segurança. Pesquisei valores de alimentação, criei uma planilha de custos de viagens, tirei o passaporte e estava pronto para colocar o pé na estrada" - explicou o turismólogo. 


Em junho de 2015, teve inicio a primeira etapa do Projeto, com partida na cidade do Rio de Janeiro e término na cidade de Montevideo. O mochilão foi realizado em 30 dias de viagem. "Usei o meu período de férias de trabalho para tirar do papel o Desbravando as Américas" - contou Wallace. 


17 cidades em quatro países (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai) fizeram parte da primeira etapa do projeto. "Tive a oportunidade de conhecer de perto a riqueza cultural e gastronômica das cidades visitadas através dos olhos dos moradores locais, além de visitar paisagens de tirar o fôlego. Ao regressar da viagem, escrevi o meu primeiro livro relatando as histórias vivenciadas durante esta primeira etapa do projeto, com dicas sobre os atrativos turísticos que os viajantes não deveriam deixar de conhecer em cada uma das cidades. O livro "Desbravando as Américas Etapa 1 - As Aventuras de um Mochileiro do Rio à Montevideo", foi publicado em 2017 e o dinheiro arrecadado com as suas vendas foram destinados à realização da terceira etapa do projeto" - conta orgulhoso o mochileiro. 


Em junho de 2016, Wallace deu inicio à segunda etapa do projeto. Ele viajou de avião até a última cidade visitada na etapa anterior (Montevideo) e seguir de ônibus até a cidade mais austral do mundo, o Ushuaia, na Argentina. O mochilão também ocorreu durante 30 dias e passou por 15 cidades em dois países: Uruguai e Argentina. "Nesta etapa vivenciei experiências únicas como, por exemplo, participar de uma cerimônia de Ano Novo em uma comunidade indígena Mapuche, ser membro honorário, por uma noite do Projeto Social Fundacíon Sí, observar de perto Baleias Franco Austral em seu habitat natural, e ter o meu primeiro contato com a neve. O livro com os relatos sobre esta etapa encontra-se em fase de edição e deve ser publicado no primeiro semestre de 2018" - explicou o curador do projeto.

   
O Desbravando as Américas tornou-se parte importante da vida de Wallace, assim 2017 ele deu início à terceira etapa do mesmo. Viajou de avião até a cidade do Ushuaia e seguiu em transporte rodoviário até a cidade de Púcon, no Chile. O mochilão, assim como as duas etapas anteriores, foi realizado em 30 dias e passou por 11 cidades da região da Patagonia (Argentina e Chile) durante um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos. 


"Visitei cidades com um grande potencial turístico devido às belezas naturais da região e que ainda sao pouco divulgadas para o publico brasileiro como, por exemplo, as cidades de Chile Chico, Esquel e Porvenir. O livro com os relatos sobre esta etapa tem previsão de ser publicado no primeiro semestre de 2019" - contou o desbravador. 


A quarta etapa do projeto terá inicio na cidade de Púcon e término previsto na cidade de San Pedro do Atacama, no Chile, passando pela famosa Ilha de Pascoa.


Para o desbravador das Américas, o seu projeto de viagem é muito mais do que uma simples aventura, é um legado que o fez mudar a maneira de enxergar a vida e encontrar a sua paz interior. "Passei a valorizar cada segundo como se fosse o ultimo, a confiar no próximo e em mim mesmo, a ouvir e respeitar os limites do meu corpo e a perceber que momentos simples são os que realmente importam" - afirma ele. 


"Neste momento estou em busca de Parcerias e Apoios para dar continuidade ao Projeto desbravando as Américas, e desta forma, realizar o meu grande sonho de divulgar as maravilhas culturais e naturais presentes no Continente Americano" - enfatiza o mochileiro. 


O livro referente a primeira etapa encontra-se à venda online através da página do Projeto no Facebook e pelo site da Amazon. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Etapa 3 - Concluída com Sucesso


A terceira etapa do projeto foi concluída em 30 dias de viagem durante as férias no mês de Junho. Foram 11 cidades visitadas pela Patagonia Argentina e Chilena.

O que aprendi:

- A cantar parabéns em espanhol;
- Que grande parte dos viajantes mochileiros iniciam as suas jornadas em busca de autoconhecimento e ponto de partida para uma nova fase em suas vidas;
- Que na Patagonia Chilena a calefação é predominante a lenha ou a diesel, diferente da utilizada na Argentina que é exclusivamente a gás.
- Que a bondade e a generosidade das pessoas com os mochileiros é algo que não tem limites;
- Que "hacer dedo" (pegar carona) na região da Patagonia é algo muito comum;
- Que Charles Darwin estava completamente equivocado quando escreveu em seus diários que a Patagonia era uma região inóspita e inapropriada para a vida humana;
- Que as belezas naturais e a fauna patagonica são incríveis;
- Que a linha imaginária que determina a fronteira entre a Argentina e o Chile é baseada pelos picos mais altos das Cordilheiras dos Andes e pelo Acordo de Águas, no qual todos os rios que desaguam no Oceano Atlântico pertencem ao território argentino e todos que desaguam no Oceano Pacífico pertencem ao território chileno;
- Que as regiões próximas as cordilheiras possuem microclimas, pois as nuvens vindas de ambos oceanos não conseguem ultrapassar devido a grande altitude dos picos;
- Que imprevistos de viagem acontecem, principalmente durante a baixa temporada;
- Que as Aduanas (fronteiras) funcionam em horário reduzido durante o inverno;
- Que a Carretera Austral (Chile) e a Ruta 40 (Argentina) são as duas estradas com paisagens mais incríveis que já conheci até o presente momento;
- Que muitos brasileiros estão se mudando para a região da Patagonia em busca de maior segurança e melhor qualidade de vida;
- Que caminhar na neve é uma tarefa árdua e que exige muita atenção para evitar acidentes de percurso;
- Que antibióticos como amoxicilina nã necessitam de receitas para serem comprados em farmácias de ambos os países;
- Que quando começa a nevar a sensação térmica aumenta, ou seja fica menos frio;
- Que aparelhos eletrônicos no Chile são incrivelmente mais baratos do que no Brasil;
- Que a cultura do povo originário Mapuche permanece viva através dos seus rituais;
- Que o desenho da Disney Bambi foi inspirado nas paisagens da Patagonia Argentina;
- Que a alga que cresce nas árvores chamada "Barba de Velho" indica a pureza e Boa qualidade do ar naquele determinado local;
- Que no meu projeto é muito mais que uma simples aventura, é um legado que estou construindo para gerações futuras;
- Que no verão os moradores de algumas cidades da Patagonia se aventuram a tomar banho nos inúmeros lagos com águas de degelo dos glaciares;



Conquistas:
- Novos amigos de diferentes partes do mundo que espero manter para sempre;
- Superar o medo do frio extremo;
- Paz interior;
- Respeitar e aprender a ouvir os limites do meu corpo;
- A permanecer focado e inspirado a seguir com os meus objetivos e metas de vida;
- Confiança e fé que tudo sempre dar certo no final;


Agradecimentos: 

A Deus, a minha família, aos meus amigos (Novos e antigos) que acompanharam a viagem pelo blog e me apoiam durante cada etapa emanando boas energias. A todas as pessoas que me deram carona e aos Couchsurfings que abriram as portas das suas casas para me receber e doaram o seu tempo para me mostrar as suas cidades, costumes, culturas e gastronomia. A todos os funcionarios dos hostels que sempre foram gentis e cordiais. Muito obrigado a todos por tudo.


Até Breve Com A Quarta Etapa!!!!!!

sábado, 1 de julho de 2017

Pucón ( Patagonia) - Chile



Transporte: Ônibus da empresa Andesmar (San Martín)
Tempo de viagem: 5h
Valor: 350 pesos argentinos






Hospedagem: Hostel Chili Kiwi. Excelente localização com vista frontal para o Lago Villarica. O staff é bilíngue (inglês e espanhol) e sempre buscam atender as solicitações dos viajantes. Das 18h às 24h possui um bar no primeiro piso com cervejas artesanais.
Valor: 8.500 pesos chilenos por noite em quarto compartilhado.









Pontos Turisticos:

- Lago Villarica:







- Plaza Pucón:






- Plaza de Armas:












- Playa Grande:
















-  Parque Nacional Huerquehue:



























- Termas Los Pozones: piscinas de águas aquecidas em até 45 graus celsius a céu aberto. Valor da entrada 8.000 pesos chilenos.







- Tour Base do Volcan Villarica: treeking com raquetes e bastões desde a base do vulcão até a estação de Esqui. Devido ao mau tempo não deu para realizar a caminhada até o cume do vulcão. Valor do tour: 25.000  pesos chilenos com a empresa SurExplora. Contato: Eric









- Volcan Villarica:





Gastronomia:

- Ensalada:


- Salmon Chilote con Rissoto de Frutos do Mar y Camarones Ecuatorianos:


- Panacota Frambueza:


Conclusão: Pucon é uma cidade com alto potencial turístico que está começando a ser explorado devido a sua incrivel diversidade natural. Em minha opinião, é uma das cidades mais completas que já visitei, pois permaneceu com o charme das pequenas cidades.Vale muito a pena visitar, é no meu caso revisitar já que será o ponto de partida da minha próxima etapa.